INSTITUCIONAL

VoltarNOTÍCIAS

Na escolha do fundo, elimine os que não tiveram bom retorno no passado
Fonte: Valor Econômico | 27/12/2000

"O mais indicado na hora de escolher um fundo é eliminar os que não tiveram um bom desempenho no passado", afirma Gyorgy Varga, da Financial Consultoria Econômica, que prestou assessoria àQuantum na elaboração do Quantum Ações (Editora Teatral, R$50). Depois, entre os que tiveram um bom retorno, o ideal é selecionar um em que o gestor possa fazer seus ganhos superar os ganhos do mercado.

Nesta escolha, são necessárias informações técnicas do fundo. "Os investidores precisam de informações consistentes para poder cobrar o gestor". De acordo com Varga, se o investidor não conhece bem os fundos disponíveis e não tem informações suficientes para descobrir bons gestores, o ideal é ficar com um fundo passivo, que acompanhe a evolução de um índice de referência, como o Ibovespa. Alguns parâmetros podem ajudar o investidor na hora de escolher o melhor fundo: são os índices que medem o retorno e o risco. No livro, vários índices são apresentados. Dentre eles, o Índice de Sharpe é o mais conhecido. Ele relaciona o risco e o retorno do fundo em relação a um referencial.

Há também a análise de estilo, que verifica qual a porcentagem do retorno obtida pelo fundo que se relaciona com determinadas classes de ativos como: títulos prefixado, cambiais, IBX e Ibovespa. "Através dessa análise, você vê de onde o gestor trouxe o ganho para o fundo", explica Maxim Wengert, da Quantum - Avaliação de Fundo de Investimento.

Outra avaliação importante para conferir a performance do fundo é a explicação de como o gestor obteve o excesso de retorno. De acordo com Wengert, há três formas para um gestor conseguir esse excesso: o timing (entrada e saída dos papéis na hora certa); a seletividade (adquirir ações que dêem uma boa valorização); e agressividade (aproveitar os momentos de alta da Bolsa para conseguir maior retorno e, na baixa, tentar cair menos).

Para Wengert, através da análise dessas variáveis, fica fácil checar se o objetivo do fundo está sendo seguido pelo gestor e se ele não está apenas ganhando dinheiro por sorte. Ele diz que fundos que ganham dinheiro por sorte são aqueles que se destacam apenas em períodos de queda da bolsa. O que indica que os gestores deixam seus recursos pré-alocados, parte em renda fixa e parte em renda variável, sem acompanhar ativamente a carteira e, quando a Bolsa cai, sempre estão acima da variação devido aos recursos em renda fixa.

No livro, os fundos foram selecionados pelo patrimônio líquido e estão divididos em gestão ativa, gestão passiva e setoriais. Para cada fundo é apresentada uma tabela com o retorno efetivo a cada seis meses desde o primeiro semestre de 1998, juntamente com a variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), do Índice Brasileiro de Ações (IBX) e do Ibovespa nos períodos. Para facilitar a comparação, há também um gráfico com a variação do fundo, do Ibovespa e do CDI.