INSTITUCIONAL

VoltarNOTÍCIAS

Estrelas também para o varejo
Fonte: Valor Econômico | 27/12/2000

Investir em empresas e não em ações de empresas foi a estratégia que se mostrou vencedora para fundos de ações nos últimos três anos. Um estudo elaborado pela Quantum - Avaliação de Fundos de Investimento, empresa especializada no acompanhamento dessas carteiras, mostra que os gestores que optaram por colocar parte de sua carteira atrelada a ações de segunda linha conseguiram o melhor desempenho na avaliação risco/retorno.

A boa notícia no estudo é que a maioria destes fundos estão abertos a investimentos para pessoas físicas e apresentam um bom retorno aliado a um baixo ou médio risco.

Segundo o diretor de recursos de terceiros do Itaú, Carlos Henrique Mussolini, o Itauações, um dos cinco estrelas classificados pela Quantum, investe 30% da carteira de segunda linha. O fundo rendeu 4,15% este ano, até o dia 19, enquanto o Índice Brasileiro de Ações (IBA), utilizado como referência, caiu 13,84%. Ele credita os bons resultados deste ano aos investimentos em empresas que se beneficiaram com o crescimento econômico. Na carteira estão empresas como Petrobrás, Telemar, Telerg, Gerdau, Usiminas, Metal Leve e Embraer. A aplicação inicial mínima no fundo é de R$ 100,00 e a taxa de administração é de 4% ao ano. Na classificação do risco e do retorno doQuantum Ações, entraram apenas os fundos que já existiam antes de 1998. Foi dada uma nota, de um a cinco, nos itens retorno e risco e a combinação das notas resultou na classificação dos fundos. Entre os 24 fundos, estão três do Itaú: o Itauações, o Itaú Private Ações M e o Itaú Private Ações I.

Dois fundos da Investidor Profissional (IP) também estão entre os cinco estrelas. Os dois foram fundidos recentemente em apenas um, o IP Participações. Há oito anos no mercado, o IP Participações, segundo Alberto Guth, sócio-diretor da IP, foi dividido em dois depois que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu a cobrança de taxa de performance dos clientes do varejo. Quando a CVM permitiu que os fundos que já cobravam a taxa continuassem a cobrá-la, os fundos foram unidos.

"A estratégia é investir em empresas, não em ações de empresas", diz Guth. Os gestores do IP participam ativamente da gestão das empresas. Guth atribui, os resultados à seleção de ativos de qualidade e ao posicionamento como acionista ativo.

Dois fundos da corretora Comercial também se destacaram. O Comercial Ações aplica, no máximo, 20% do patrimônio em ações com menor liquidez. Já o Comercial Master concentra os investimentos em ações da Petrobrás, Cemig, Copel e Cesp, segundo Mitsuko Kaduoka, gestora dos fundos.

O estudo completo da Quantum está no livro com a análise de 200 fundos de ações, o Quantum Ações.