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Carteira de ações, com capital protegido
Fonte: Gazeta Mercantil | 02/06/2006

Com a queda dos juros e a estabilidade da economia, os bancos começaram a criar produtos para atrair o investidor que busca retornos mais elevados mas ainda é resistente a correr mais risco. É o caso dos fundos de capital garantido, que protegem o principal investido. As opções vão desde fundos que compram ações até os que aplicam em câmbio. Ontem, foi a vez de o HSBC lançar seu fundo: o multimercado HSBC Smart, que aplica em Bolsa. Bancos como BNP Paribas, BankBoston, Bradesco, Citibank, Itaú e Safra oferecem o produto. O ABN Amro já sinalizou que estuda lançar um fundo nos mesmos moldes.

Segundo o CEO do HSBC Investments, Fernando Meibak, o Smart nasceu da expectativa de alta da Bolsa acima do juro. "A idéia é captar R$ 100 milhões", diz. Dada a sofisticação do produto, destina-se a investidores qualificados (com mais de R$ 300 mil), tanto do varejo seletivo como do private. A aplicação mínima de R$ 10 mil e a taxa de administração, 1,2% ao ano.

Para garantir o principal, o produto combina operações no mercado de derivativos (com opções exóticas) e têm prazo definido. A captação encerra-se no final de junho. A partir daí, o Smart fica fechado por 14 meses. Segundo Meibak, o fundo tem sua rentabilidade atrelada ao Ibovespa desde que a variação do índice seja sempre inferior a 35%. Caso a Bolsa atinja essa valorização (independente do momento), o fundo transforma-se automaticamente em renda fixa, com retorno de 120% do CDI. Se, ao final do período, a Bolsa tiver registrado queda, o capital investido fica preservado.

"O fundo é para o cliente que quer experimentar Bolsa, mas tem medo", diz Meibak. Mas, a preservação do capital tem preço: se a Bolsa bater os 35%, o investidor ganha 120% do CDI. "Uma renda fixa agressiva."