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Investidor foge da turbulência da Bolsa e volta para renda fixa
Fonte: Gazeta Mercantil | 28/01/2008

A crise do crédito hipotecário de alto risco que colocou em xeque a economia norte-americana e está sacudindo os mercados financeiros pelo mundo começa a ter reflexos nos fundos de investimento no Brasil. Os multimercados, que podem aplicar em ativos que tenham níveis diferentes de risco, como ações, e que foram as grandes vedetes nos últimos dois anos, começam a perder atratividade. Neste ano, até o dia 21, os resgates superam as aplicações em R$ 1,2 bilhão, segundo a Quantum. Já as carteiras de renda fixa e DI, mais conservadoras, tiveram captação líquida de R$ 17 bilhões e R$ 7,2 bilhões, respectivamente.

A busca por aplicações de menor risco sinaliza que a turbulência assusta os investidores. "É hora de ter sangue-frio e permanecer nos multimercados", diz o superintendente de renda variável e multimercados da UAM (Unibanco Asset Management), Ronaldo Patah. Bancos e corretoras preferem esperar um clima menos nublado para fazer novas projeções para a Bovespa em 2008. Muitos evitam agora emitir opiniões publicamente. No apagar de 2007, antes do aprofundamento da crise, as previsões eram de alta para o Ibovespa. Entre os mais otimistas estava o banco suíço UBS, que previa 85 mil pontos, uma alta de 33%.