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Carteiras têm novo mês de queda em bolsa

Fonte: Valor Econômico | 22/12/2014 | Beatriz Cutait

A quebra da sequência de oito meses seguidos de valorização das cotas dos fundos imobiliários negociados em bolsa em outubro, em meio à retomada do aperto monetário, ganhou novo fôlego em novembro. O desempenho médio de todas as carteiras listadas em bolsa com negociação de cotas, ponderado por valor de mercado, ficou negativo em 2,01% no mês passado, segundo dados da Quantum, provedora de informações financeiras. Em outubro, a queda havia sido de 0,81%.

Com isso, o ganho acumulado em 2014 chega a apenas 2,57% e, em 12 meses, a 0,70%. Nesse caso, são levados em consideração o efeito da variação das cotas no mercado secundário e o pagamento de rendimento aos cotistas.

Apesar da piora em bolsa, se considerada apenas a distribuição dos dividendos, o retorno médio das carteiras imobiliárias não sofreu um baque, com uma oscilação mensal entre 0,78% e 0,91% ao longo do ano. Em novembro, o retorno ficou em 0,81%. No acumulado do ano, o "dividend yield" corresponde a 9,39% e, em 12 meses, alcança 10,29%.

Para efeito de comparação, a variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) foi de 0,84% no mês passado e chega a 9,76% no ano. Descontando-se, contudo, a menor alíquota de imposto de renda, de 15%, uma aplicação que paga 100% do CDI teria rendido 0,71% em novembro e 8,30% em 2014. O retorno com dividendos supera, portanto, o referencial da renda fixa, já que os rendimentos dos fundos imobiliários são isentos, quando respeitadas condições como a negociação bolsa e um mínimo de 50 cotistas.

A indústria contava, ao fim de novembro, com 249 fundos, dos quais 127 listados na BM&FBovespa, e tinha cerca de 93 mil investidores pessoas físicas. Em um ano fraco para o mercado, há atualmente apenas quatro ofertas em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todas primárias, no volume total de R$ 770 milhões. A maior delas se refere a um fundo de papéis da Votorantim Asset Management (VAM) no valor de R$ 500 milhões. O Bradesco também segue na fila, com uma captação de R$ 150 milhões, assim como a Caixa, com R$ 100 milhões.

A Gávea Investimentos adiou a oferta de um fundo no valor de R$ 1,01 bilhão para o segundo semestre de 2015, em função do momento desfavorável do mercado.