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Bradesco inicia cobertura de fundos imobiliários

Fonte: Valor Econômico | 24/02/2014 | Beatriz Cutait

A Bradesco Corretora iniciou a cobertura do mercado de fundos imobiliários com uma lista de dez nomes, que se juntaram ao já acompanhado BC Fund, principal carteira da indústria. A instituição recomenda a compra das cotas de sete fundos e a manutenção de outros quatro. O cenário desafiador não atrapalha a visão da corretora de que há oportunidades atrativas no mercado e sua avaliação é de que os fundos imobiliários são atualmente o veículo mais atraente para investir nesse segmento no Brasil.

"Frequentemente vemos os investidores, principalmente as pessoas físicas, comprarem na alta e venderem na baixa. Entendemos que agora, na baixa do mercado, é hora de comprar", afirma o superintendente de análise do setor imobiliário da Bradesco Corretora, Luiz Mauricio Garcia. Dada a correlação inversa entre os fundos imobiliários e as taxas de juros, Garcia assinala que o momento para investir é justamente quando se está no pico ou próximo do fim do ciclo de aperto monetário. A casa espera que a taxa Selic suba para até 13% ao ano, portanto 0,75 ponto percentual acima do patamar atual. A expectativa é que, em 2016, os juros voltem a ceder, o que tende a beneficiar as carteiras imobiliárias. É por isso que a corretora já defende um aumento da exposição ao segmento. A escolha recai sobre fundos sob gestão ativa ou com contratos de locação atípica de longo prazo. A carteira Kinea Renda Imobiliária detém a preferência. A ideia, diz Garcia, é ter um portfólio equilibrado, composto pelo fundo da Kinea, o CSHG Real Estate e o CSHG Logística, os três representantes do grupo de maior risco e maior retorno esperado. O lado mais conservador da carteira ideal viria dos fundos Santander Agências e Campus Faria Lima.

Em janeiro, os fundos imobiliários tiveram um "respiro", com um retorno médio de todas as carteiras listadas em bolsa com negociação de cotas, ponderado por valor de mercado, de 2,29%, conforme levantamento da Quantum, provedora de informações financeiras. Em dezembro, a queda havia sido de 1,38%. O cálculo captura o efeito da variação das cotas no mercado secundário e o pagamento de rendimentos aos cotistas. Segundo a BM&FBovespa, o total de investidores pessoas físicas subiu pelo quarto mês seguido, para 93,3 mil. No mês passado, foi registrado apenas um novo fundo imobiliário na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Votorantim LCI Banks, com uma oferta no valor total de R$ 575 milhões.